segunda-feira, agosto 07, 2006

A orelha de Eurídice


Continuando a série sobre letras do Cazuza ...


"Você na multidão, você é diferente
as suas mãos me açenam
nem parecem ter morrido
cheias de presentes
caixas coloridas
eu te enrolei envolta de um pano vermelho
essa é a prova meu amor te espera sem uma orelha
vou correndo vou agora onde esta o meu amor?
no asfalto quente do aeroporto como uma miragem
é a alma quem castiga o corpo
essa é a mensagem
na paisagem distorcida
pelos aviões que sobem
você voltou pra me ajudar
e eu fico mais feliz
mais ainda não estamos salvos
o ar está pesado
não é só a cicatriz que indentifica um ser amado
temos que ter idéias juntos
temos que achar uma maneira
é que agora está chovendo
uma chuva sem vento
a meia hora ventava vamos fugir pra dentro
a meia hora ventava e tinhamos coragem
e eu já tô cansado de não gostar de mim

é que agora tá chovendo uma chuva sem vento
a meia hora ventava vamos fugir pra dentro
a meia hora ventava e tinhamos coragem
e eu ja to cansado de não gostar de mim!"

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